Com a intensificação da pré-campanha eleitoral para as eleições de outubro, cresce também o número de pesquisas de intenções de votos divulgadas semana após semana. A discrepância entre os resultados e o desgaste enfrentado pelos institutos desde as eleições de 2022 mostram que, no Maranhão e no Brasil, as pesquisam cada vez menos se tornam assunto do debate público.
Somente nesta sexta-feira (8), duas pesquisas foram divulgadas. Enquanto o Instituto Veritá (MA-07144/2026) aponta ampla liderança de Eduardo Braide (PSD), com 59,0% dos votos válidos (52,5% no cenário geral), seguido por Orleans Brandão (MDB) com 20,7% (18,4%) e Lahesio Bonfim (Novo) com 10,5% (9,3%), o Instituto INOP (MA-06910/2026) apresenta um cenário completamente distinto, com Orleans à frente (41,27%), Braide (38,60%) e Lahesio (10,39%) na sequência.
O retrato de momento escancara, no mínimo, a dificuldade das pesquisas refletirem com precisão o comportamento do eleitorado.
Desde quatro anos atrás, os levantamentos se tornaram mais ferramentas de marketing político do que um termômetro popular. São raras as exceções onde os levantamentos consolidam narrativas ou convencem o eleitorado em geral.
Apenas as “torcidas” costumam insuflar os números, mas somente àqueles que posicionam bem os seus preferidos.