Uma grave crise no transporte público de São Luís deve impactar diretamente milhares de usuários já nas primeiras horas desta quarta-feira. O Consórcio Via SL, formado pelas empresas Expresso Rei de França e Grapiúna, deixará de operar na capital, interrompendo o atendimento em importantes regiões da cidade, como Cohatrac, Forquilha, Cidade Operária e parte da zona rural.
Com mais de 25 anos de atuação, o consórcio vinha enfrentando dificuldades para manter o funcionamento do serviço. Entre os principais problemas estão o aumento dos custos operacionais, especialmente com combustível e manutenção, além da defasagem tarifária e atrasos nos repasses de subsídios por parte da Prefeitura de São Luís.
Para viabilizar a medida, a Prefeitura também está autorizada a entrar nas garagens do Consórcio Via SL e retirar os veículos necessários para colocá-los em circulação imediatamente.
A decisão é do juiz Douglas de Melo Martins, e escancara a gravidade da situação do transporte público na capital maranhense.
O caso representa o primeiro grande desafio da gestão da prefeita Esmênia Miranda, que terá que agir rapidamente para evitar um colapso ainda maior na mobilidade urbana da cidade.