DESDE QUE DEIXOU O COMANDO DA PREFEITURA DE SÃO LUÍS NO FINAL DE MARÇO DESTE ANO PARA CONCORRER AO GOVERNO DO ESTADO, O EX-PREFEITO TEM USADO O MESMO MODO OPERANDI UTILIZADO DESDE QUE SE LANÇOU A PRIMEIRA VEZ COMO CANDIDATO À PREFEITURA DE SÃO LUÍS. NA TEORIA, BRAIDE SE VENDE COMO ALGUÉM ANTI-SISTEMA, COMO PALADINO DA MORAL E DA ÉTICA, COMO ALGUÉM AVERSO À POLÍTICA. O DISCURSO FUNCIONOU TANTO QUE O MENINO DE ANAJATUBA NÃO SÓ CONSEGUIU SE ELEGER, COMO CONQUISTOU SUA REELEIÇÃO NO PRIMEIRO TURNO EM 2024.
O POVO SE DEIXARÁ ENCANTAR?
Formado em Direito pela UFMA, assumiu a presidência da Caema em 2005. Entre 2009 e 2010, foi Secretário Municipal do Orçamento Participativo em São Luís. Foi eleito Deputado Estadual no Maranhão por dois mandatos consecutivos e, em 2018, elegeu-se Deputado Federal pelo Podemos, onde permaneceu até o final de 2020.
O discurso de Braide contrasta com sua história política, alvo de duas investigações na Polícia Federal por supostos desvios de recursos públicos. O ex-prefeito de São Luís já se envolveu em alguns escândalos.
O escândalo envolvendo Eduardo Braide e a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (CAEMA)
Refere-se a um inquérito da Polícia Federal instaurado para investigar crimes contra a Previdência Social. A investigação apurou irregularidades no período em que Braide atuou como diretor-presidente da companhia (entre 2005 e 2006). A suspeita principal envolve a apropriação indébita previdenciária. Valores referentes às contribuições previdenciárias eram descontados diretamente dos salários dos servidores da CAEMA, mas não eram repassados ao INSS (posteriormente sucedido pela União). A apuração da Polícia Federal mirou a execução de dívidas fiscais acumuladas pela companhia e incluiu, além de Braide, outros 13 ex-gestores que comandaram a estatal em diferentes períodos.
DUDU DE ANAJATUBA
A relação entre Eduardo Braide e a “Máfia de Anajatuba” refere-se a uma investigação conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público do Maranhão, que apurou um esquema de desvio de mais de R$ 60 milhões em prefeituras do estado. Braide passou a ser alvo desses inquéritos a partir de 2014, sob a suspeita de lavagem de dinheiro e participação em fraudes licitatórias.
O escândalo desarticulado pela Operação Atalaia (ou Attalea) da Polícia Federal focou em desvios de recursos públicos federais, especialmente verbas da educação, na cidade de Anajatuba. O esquema consistia na contratação de empresas de fachada para fraudar licitações, cujos valores eram posteriormente repassados a agentes públicos e políticos.
Os investigadores da Polícia Federal apontaram indícios da participação de Eduardo Braide no esquema criminoso, colocando-o sob investigação. O inquérito tramitou sob sigilo e foi alvo de discussões sobre qual instância judicial deveria julgá-lo,devido ao foro privilegiado que ele possuía na época, resumindo, meus amigos leitores de Santo e Anti-Sistema, Braide está bem longe de ser. Cabe ao eleitor, com base nas informações, decidir se será uma serpente encantada ou não.