A situação dos profissionais vinculados ao IGEP em São José de Ribamar chegou a um nível insustentável. Há meses, pais e mães de família convivem com a angústia da incerteza sobre quando — ou se — vão receber seus salários. O que era para ser um direito básico transformou-se em uma rotina de descaso, desrespeito e respostas vagas por parte da gestão.
As denúncias que chegam à redação revelam um cenário alarmante de supostas irregularidades trabalhistas que afetam diretamente a subsistência dos trabalhadores:
- Salários picotados e sem data: Não existe mais calendário de pagamento. O pior é que o dinheiro cai para alguns funcionários na data certa, enquanto outros ficam a ver navios, dando a nítida impressão de que há uma “escolha de categorias”.
- Insalubridade cortada: Profissionais que arriscam a vida e a saúde no cotidiano relatam que o adicional de insalubridade simplesmente não está sendo pago a parte da equipe.
- FGTS desrespeitado: Os depósitos do Fundo de Garantia não ocorrem de forma integral há vários meses, sendo repassados apenas valores mínimos.
- Rescisões travadas: Ex-funcionários demitidos esperam há mais de dois meses pelo pagamento das verbas rescisórias, sem qualquer previsão.
- Férias fora do prazo legal: O descanso remunerado, que por lei deve ser pago até dois dias antes do início do período, está sendo depositado com mais de 15 dias de atraso após o gozo das férias.
- Piso da Enfermagem ignorado: O repasse do piso da categoria nunca cai no dia correto, acumulando atrasos superiores a 15 dias.
- Calote em plantões de concurso: A revolta é ainda maior em relação ao último concurso público realizado em parceria com a SEMUS. Profissionais da saúde trabalharam em dois domingos e, até agora, ninguém recebeu um centavo sequer e tampouco obtêm respostas claras.
Jogo de empurra
Os colaboradores relatam que a empresa responsável adota uma postura de total descaso, oferecendo apenas respostas evasivas e justificando os atrasos com a suposta “espera por repasses de recursos da Prefeitura de São José de Ribamar”. Enquanto a gestão e o poder público empurram a responsabilidade um para o outro, os trabalhadores ficam sem saber a quem recorrer para garantir o pão de cada dia.
Fica aqui o espaço aberto para que a direção do IGEP e a Prefeitura de São José de Ribamar se manifestem oficialmente sobre os fatos e apresentem um prazo concreto para a regularização de todos os pagamentos em atraso. Os trabalhadores exigem respeito e dignidade!