O silêncio que incomoda: O isolamento de Natércio e os sinais de caos na gestão Julinho em Ribamar

Por: Aluísio Júnior

​A política de São José de Ribamar vive um momento de entressafra de expectativas. Enquanto o Palácio Municipal tenta projetar uma imagem de normalidade, nos bastidores e nas ruas, o cenário é de crescentes questionamentos sobre a condução da administração do prefeito Dr. Julinho.

​Um dos pontos que mais chamam a atenção da classe política e da população é o nítido distanciamento do vice-prefeito Natércio Santos. Desde que assumiu o posto, Natércio parece ter sido empurrado para uma posição de coadjuvante no Executivo, longe das decisões estratégicas que moldam o futuro da cidade. Esse “isolamento” não é apenas uma percepção visual; é uma ausência política que levanta um alerta: por que o braço direito do prefeito não integra o núcleo duro do governo?

O caos administrativo nas entrelinhas

​O “caos”, muitas vezes, não aparece em grandes manchetes, mas na ponta do serviço público. Moradores de diversos bairros de Ribamar têm relatado problemas crônicos que demonstram uma gestão que parece ter perdido o pulso administrativo. Seja na infraestrutura, que clama por manutenção constante, ou na qualidade do atendimento da rede municipal, a sensação que fica para o cidadão é de uma prefeitura que “roda em ponto morto”.

​Somado a isso, o histórico recente de turbulências políticas em São José de Ribamar — uma cidade que, historicamente, sofre com gestões marcadas por controvérsias — faz com que qualquer sinal de desentendimento no alto escalão (como o isolamento de Natércio) seja lido pela população como o prelúdio de instabilidades maiores.

Interrogação no ar

​O vice-prefeito, que recentemente precisou se afastar por motivos de saúde para tratamento em São Paulo, parece ter tido sua lacuna ocupada por um grupo de comando cada vez mais fechado. E, nesse ecossistema, quem perde é a cidade. O isolamento de uma figura eleita pelo voto popular para auxiliar na gestão é, antes de tudo, uma demonstração de falta de articulação política — ou talvez, de uma estratégia deliberada que fragiliza o poder municipal.

​A pergunta que fica para o prefeito Dr. Julinho é: até quando o isolamento de peças-chave e a desconexão com a realidade das demandas populares poderão ser sustentados por uma propaganda oficial que insiste em ignorar os problemas reais?

​Ribamar merece mais do que o silêncio de seus gabinetes e a inércia administrativa. O tempo passa e a conta, como sempre, chega no bolso e na vida de quem mais precisa.

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